Reportagem especial resgata a origem da tradição, iniciada em 1994, e homenageia os profissionais que seguem movimentando a empresa pelas estradas do país.
Nos primeiros anos da Gazin, quando a empresa começava a ampliar sua atuação para além de Douradina, os caminhoneiros tiveram papel fundamental nessa trajetória. Pelas estradas do país, eles transportavam móveis, colchões e eletrodomésticos, levando os produtos da empresa a diferentes cidades e contribuindo diretamente para a expansão da Gazin.
Décadas depois, essa participação continua essencial. Atualmente, a operação conta com aproximadamente 780 profissionais, entre motoristas e agregados, responsáveis por conectar a empresa aos clientes e às unidades espalhadas pelo Brasil.
É para reconhecer o trabalho, a dedicação e a importância desses profissionais que a Festa dos Caminhoneiros se mantém viva. Em 2026, o evento chega à sua 29ª edição, consolidado como uma das tradições mais marcantes da Gazin e da comunidade de Douradina.
Mais do que uma confraternização, a festa representa um momento de gratidão a quem enfrenta diariamente as estradas, percorre longas distâncias e contribui para que os produtos da Gazin cheguem aos mais diversos destinos.

Uma homenagem que atravessa gerações
A história da celebração começou em 1994, quando a Gazin decidiu promover um baile dedicado aos caminhoneiros. Na época, porém, a empresa ainda não possuía um espaço próprio para realizar o encontro.
Depois de muita conversa, a direção da Escola Estadual de Douradina cedeu o colégio para que o baile pudesse acontecer, reunindo caminhoneiros, colaboradores e familiares em uma noite de homenagem e confraternização.
A realização daquele evento também evidenciou a necessidade de um local próprio para festas e celebrações dos funcionários. Foi então que Mário Gazin teve a ideia de construir a AFUNGAZ — Associação dos Funcionários da Gazin, fundada oficialmente em 1995.
A proposta foi abraçada por diversos colaboradores, que contribuíram para que o projeto saísse do papel. Entre as pessoas que participaram daquela mobilização e continuam na empresa até hoje estão Luiz Custódio, Jaime, Pazin, Viviane, Benão e Lorival, além de outros profissionais que também fizeram parte dessa construção coletiva.
Parte do dinheiro arrecadado com o baile dos caminhoneiros realizado na escola foi utilizada nos primeiros trabalhos da associação, que, com o passar dos anos, tornou-se a casa da tradicional festa.

Das primeiras cargas aos desafios das estradas
Antes da estrutura logística atual, cada viagem exigia ainda mais esforço, experiência e disposição. O carregamento era realizado de forma mais manual e os motoristas percorriam trajetos marcados por estradas de terra, pontes estreitas e condições muito diferentes das encontradas atualmente.
Esses profissionais levavam mais do que produtos. A cada cidade alcançada, ajudavam a apresentar a Gazin a novos clientes e a abrir caminhos para o crescimento da empresa.

Em muitos trajetos, era necessário superar obstáculos que hoje ajudam a dimensionar a coragem e a dedicação daqueles primeiros motoristas.

A realidade das estradas também colocava os caminhoneiros diante de situações inesperadas. No interior do país, as viagens misturavam longas distâncias, vias sem pavimentação e encontros que retratavam o cotidiano das regiões atendidas pela Gazin.

Uma festa construída por muitas mãos
Outro elemento que acompanha a celebração desde suas primeiras edições é o espírito de colaboração. Funcionários, associados e integrantes da comunidade participam voluntariamente da preparação do churrasco, do atendimento ao público e de diferentes atividades da organização.
Presidente da AFUNGAZ e da Festa dos Caminhoneiros há três anos, Luiz Custódio sempre esteve ligado à diretoria e à realização do evento. Para ele, organizar a festa é uma forma de agradecer aos caminhoneiros e aproximar todas as pessoas que fazem parte dessa história.

“É prazeroso estar aqui junto com toda a equipe da Gazin, com os funcionários, com o pessoal da comunidade e com os caminhoneiros. Essa é uma festa feita para eles, para suas famílias, para os colaboradores e para toda a população.”
Luiz destaca que boa parte das pessoas envolvidas trabalha de maneira espontânea para que a tradição continue crescendo.
“Todos vêm colaborar de livre e espontânea vontade. Tem gente que ajuda no churrasco, serve como garçom e participa da organização. É esse envolvimento que faz a festa crescer cada vez mais.”
Esse trabalho coletivo representa o mesmo espírito de união que marcou o início da celebração. A festa atravessou gerações, acompanhou o crescimento da Gazin e continua reunindo antigos e novos colaboradores em torno de um mesmo propósito.
“Muitos jovens que trabalham hoje na empresa nem tinham nascido quando tudo começou. É muito gratificante manter esse legado e mostrar para quem está chegando o que foi construído ao longo dos anos”, afirma Luiz.
29ª edição terá entrada gratuita
A 29ª Festa dos Caminhoneiros será realizada nos dias 18 e 19 de julho, na AFUNGAZ, em Douradina. Neste ano, o evento terá entrada gratuita e será aberto ao público.
A programação começa no sábado, dia 18, a partir das 16h, com apresentação de Cleiton Fernandes, seguida pelo show sertanejo de Monique Alves. O público também encontrará praça de alimentação e atividades para as crianças.
No domingo, dia 19, as atividades começam às 9h, com a tradicional Santa Missa dos Caminhoneiros, na Igreja Matriz. Em seguida, haverá a bênção dos veículos e o desfile de caminhões pelas ruas centrais de Douradina.
A programação continua com show de Bruno Bravo, almoço tradicional, transmissão ao vivo da final da Copa do Mundo e encerramento com a Banda Garrafão.
Ao chegar à 29ª edição, a Festa dos Caminhoneiros reafirma uma história de reconhecimento, gratidão e união. Uma homenagem aos profissionais que, desde os primeiros anos da empresa, atravessam distâncias, enfrentam desafios e ajudam a levar a Gazin por todo o Brasil.
Os caminhões mudaram, a tecnologia evoluiu e a operação cresceu. Mas permanece a dedicação das pessoas que estão atrás do volante e fazem essa história seguir em movimento todos os dias.

A trajetória da Gazin não foi construída apenas sobre rodas. Foi construída por pessoas. E é a elas que a Festa dos Caminhoneiros presta sua homenagem.